sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PROPOSTAS DE SARTORI E TARSO



ZERO HORA 17/10/2014 | 17h27

Conheça as propostas de Sartori e Tarso. ZH apresenta as ideias dos candidatos ao Governo do Estado



 SAÚDE

José Ivo Sartori - PMDB
  • Regionalização do atendimento de média e alta complexidade
  • Dinamizar a implantação das ações do Programa Saúde da Família
  • Estimular a modernização dos equipamentos hospitalares e os recursos humanos de hospitais já existentes em regiões que se encontrem mais afastadas dos centros médicos
Tarso Genro - PT
  • Ampliar a cobertura do Samu para 100% do Estado
  • Instituir o Saúde Acolhedora, que vai encaminhar pacientes de forma ágil, reduzindo as filas no serviço de atenção básico
  • Manter a aplicação de 12% da Receita Tributária Líquida em saúde

 EDUCAÇÃO

José Ivo Sartori - PMDB
  • Melhorar a qualidade da educação fundamental, com ações de valorização e qualificação dos professores, melhoria das condições das escolas e incentivo à participação dos pais
  • Valorizar e introduzir o ensino de línguas nas escolas (inglês, espanhol, alemão e italiano)
  • Promover a reforma do Ensino Médio, contemplando a diversificação curricular
Tarso Genro - PT
  • Instituir o Pró Médio, que vai oferecer bolsas para alunos carentes permanecerem na escola
  • Garantir a aplicação dos recursos do pré-sal na valorização da educação e no pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério
  • Aprofundar a reforma do Ensino Médio e diminuir a reprovação em três pontos percentuais e a evasão em 4% até 2018

AMBIENTE


José Ivo Sartori - PMDB
  • Agilizar os processos de licenciamento ambiental
  • Fortalecer os Comitês de Bacia Hidrográfica e fomentar a implantação as Agências de Bacia para garantir a aplicação da Lei dos Recursos Hídricos
  • Fortalecer e reestrurar o CONSEMA
Tarso Genro - PT
  • Dar continuidade à efetivação do licenciamento ambiental informatizado com padronização de procedimentos, transparência e agilidade
  • Consolidação da Política Nacional de Resíduos Sólidos com erradicação de lixões e reaproveitamento de resíduos
  • Concluir o Zoneamento Ecológico-Econômico que vai permitir desenvolver o Rio Grande do Sul com sustentabilidade

 SEGURANÇA

José Ivo Sartori - PMDB
  • Aumentar o efetivo da Brigada Militar e reforçar as ações de policiamento ostensivo
  • Aumentar o número de vagas para apenados, reformando unidades prisionais existentes e construindo novos presídios
  • Investir em inteligência policial e na investigação científica dos fatos delituosos
Tarso Genro - PT
  • Criar as Áreas Integradas de Segurança Pública, que vão articular ações de todos os órgãos da segurança nas regiões do Estado
  • Concluir a desocupação do Presídio Central e construir presídios-escola para até 500 apenados
  • Manter a política de valorização dos servidores e de ingresso permanente de profissionais no setor mediante concurso público

INFRAESTRUTURA


José Ivo Sartori - PMDB
  • Reestruturar e modernizar o DAER
  • Implementar o Programa Estadual de Logística e Transporte, atualizando os estudos e as propostas contidas no RUMOS 2015
  • Direcionar a receita da EGR exclusivamente à execução de suas atividades fins
Tarso Genro - PT
  • Investir R$ 3 bilhões através do Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT), que serão financiados a partir da renegociação da dívida pública lograda pelo atual governo
  • Ampliar investimentos da Empresa Gaúcha de Rodovias, mantendo tarifas acessíveis e oportunizando obras como a conclusão da RS-118, duplicações e ligações regionais
  • Apoiar a expansão da energia eólica no Estado e continuar o processo de reestruturação e da política de energia elétrica para o meio rural

FINANÇAS

 
José Ivo Sartori - PMDB
  • Renegociar a dívida estadual nos termos propostos por Eduardo Campos e Marina Silva e, agora, endossados por Aécio Neves
  • Melhorar a eficiência e eficácia do gasto público
  • Canalizar os financiamentos internacionais para suas áreas fins, em especial a infraestrutura e a melhoria social
Tarso Genro - PT
  • Após a aprovação da reestruturação da dívida pública do Estado, estabelecer nova negociação para reduzir as parcelas mensais do pagamento
  • Manter a valorização do Salário Mínimo Regional
  • Consolidar o Sistema Financeiro Estadual (Banrisul, Badesul e BRDE) com avanço na coordenação de atividades voltadas ao financiamento do investimento e desenvolvimento de novas modalidades, com destaque para fundos de participação

DESENVOLVIMENTO

 
José Ivo Sartori - PMDB
  • Articular a formação de PPP’s e de programas de concessão para atender às necessidades de melhoria da logística e dos diversos modais de transporte
  • Modernizar e diversificar a base produtiva do Estado mediante uma política ativa de atração de investimentos
  • Apoio à política de desenvolvimento tecnológico e ao empreendedorismo nos setores da nova economia
Tarso Genro - PT
  • Instituir o programa Empresa Aqui para atrair empreendimentos para municípios através da melhoria de infraestrutura e da criação e qualificação de distritos industriais
  • Ampliar o Novo Fundopem e a Sala do Investidor para garantir a continuidade do programa de atração de investimentos privados para o Estado
  • Ampliar o programa de Microcrédito instituindo uma linha de crédito subsidiado específica para jovens empreendedores

 SANEAMENTO


José Ivo Sartori - PMDB
  • Priorizar os investimentos em esgotamento sanitário e concluir as obras que já obtiveram financiamento pelo PAC e que ainda não foram executadas
  • Tornar a CORSAN uma companhia autossustentável financeiramente
  • Melhorar a prestação dos serviços da CORSAN e adequá-los às necessidades dos municípios com quem é conveniada
Tarso Genro - PT
  • Fortalecer a Corsan como empresa pública para universalização dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto
  • Ampliar a cobertura de esgotamento sanitário para 60% até 2018
  • Criar mecanismos para subsidiar as ligações de esgoto para domicílios com renda até três salários mínimos

AGRICULTURA


José Ivo Sartori - PMDB
  • Estimular o uso da agricultura irrigada, para aumentar a produtividade e evitar quebra de safras
  • Promover a modernização de processos e o incremento da produtividade dos estabelecimentos dedicados à pecuária bovina
  • Melhorar a logística e o transporte da área de produção até o mercado consumidor, para dar maior competitividade aos nossos produtos primários e melhorar a renda do produtor
Tarso Genro - PT
  • Instituir o programa Alimentos Premium, que vai incentivar a agregação de valor na produção agropecuária gaúcha e prosseguir com o Sabor Gaúcho
  • Manutenção do Plano Safra regional, o único do Brasil, e o programa Mais Água, Mais Renda, de irrigação, que estão permitindo ampliar a quantidade e a qualidade dos produtos provenientes do campo
  • Fortalecer a diversificação produtiva e as cadeias agroindustriais tradicionais, buscando maior competitividade nos mercados interno

PROGRAMAS SOCIAIS


José Ivo Sartori - PMDB
  • Incentivar a adoção, em todos os municípios, do programa Troca Solidária, que viabiliza a troca de alimentos adquiridos diretamente dos produtores por lixo reciclável
  • Estruturação de políticas de acesso ao jovem ao mercado de trabalho
  • Criar o programa Jovem no Campo
Tarso Genro - PT
  • Ampliar programas sociais de distribuição de renda como o RS Mais Igual, garantindo a continuidade das ações de enfrentamento à pobreza extrema
  • Ampliar o programa Passe Livre nas regiões metropolitanas do estado, que oferece transporte gratuito para estudantes que morem em uma cidade e vivam em outra
  • Aprofundar as ações de erradicação da pobreza extrema no meio rural, com projetos de inclusão social e produtiva

FINANÇAS PÚBLICAS DOMINARAM O DEBATE ENTRE SARTORI E TARSO NA RBS

ZERO HORA 23/10/2014 | 23h44

Cautela marca o último debate entre Sartori e Tarso. Finanças públicas dominaram as discussões no duelo na RBS TV

Foto: Marcelo Olveira / Agencia RBS

A três dias do segundo turno da eleição ao governo do Estado, o último debate entre Tarso Genro (PT) e José Ivo Sartori (PMDB), realizado na quinta-feira à noite, nos estúdios da RBS TV, em Porto Alegre, praticamente repetiu o roteiro dos embates das últimas semanas. Nos cerca de 50 minutos do programa, novamente as propostas de políticas públicas dividiram espaço com provocações e acusações entre os candidatos. O principal tema das discussões foi a renegociação da dívida do Estado, mas pontos como segurança e corrupção também foram bastante explorados – sempre com cautela e sem provocações pessoais.

No primeiro bloco, Tarso voltou a afirmar que o adversário não tem propostas claras para o governo. Segundo ele, Sartori defende a redução dos gastos governamentais, mas “até agora não conseguiu explicitar as despesas que vai cortar”. Disse ainda que a estratégia de combate à dívida do adversário é “recessiva, de arrocho salarial (para o funcionalismo público) e de redução de investimentos” em áreas essenciais.

O peemedebista defendeu-se dizendo não ter elementos suficientes sobre a atual situação financeira do Estado, afirmando que “existe uma ‘caixa-preta’ que será aberta se ganharmos a eleição”. Segundo Sartori, embora tenha atuado em vários ministérios durante os governos federais petistas, Tarso não atuou para tentar renegociar a dívida do Estado com a União e “endividou o Estado muito mais do que os outros governadores”.

No segundo bloco, o clima esquentou, quando Sartori, ao responder sobre suas políticas de combate à corrupção, questionou o petista sobre como se sentia “o ver antigos companheiros do PT presos por desviarem recursos públicos”. O candidato à reeleição devolveu a provocação, afirmando que se sentia “da mesma forma que o senhor em relação aos seus colegas” presos por irregularidades no governo do Estado.

Também no segundo bloco, Sartori tentou explicar o vídeo, de uma entrevista concedida ao portal Terra, no qual faz uma brincadeira sobre o piso dos professores. Segundo Sartori, o comentário que fez na entrevista referia-se ao fato de Tarso ter criado o piso dos professores, prometido pagá-lo aos professores e não ter cumprido a promessa. O petista, por outro lado, afirmou que o adversário “tentou remendar dizendo que fazia uma crítica a mim”.

No terceiro e último bloco, os candidatos apresentaram suas considerações finais. Primeiro a falar, Tarso pediu aos eleitores uma nova oportunidade para continuar o trabalho iniciado no primeiro mandato.

— Ainda temos muito a fazer aqui no Estado. Estou pedindo outra oportunidade, como teve o Sartori, lá em Caxias — disse o petista, referindo-se ao fato de o adversário ter sido eleito prefeito de Caxias do Sul em dois mandatos consecutivos.

Por fim, o peemedebista afirmou que pretende repetir no governo do Estado a estratégia de gestão utilizada em Caxias, quando foi assessorado por uma boa equipe, que o ajudou a obter bons resultados na gestão municipal.

— Bom administrador não é o que promete, mas o que sabe fazer. Estou preparado, tenho experiência e sei como fazer — garantiu Sartori.




Corrupção, segurança e dívida do Estado: o último debate em seis momentos. José Ivo Sartori (PMDB) e Tarso Genro (PT) se enfrentaram em programa transmitido pela RBS TV nesta quinta-feira



Tarso Genro e José Ivo Sartori se enfrentaram pela última vez nesta quinta-feira, na RBS TV Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS


O último debate entre José Ivo Sartori (PMDB) e Tarso Genro (PT) seguiu o roteiro protagonizado pelos candidatos em seus outros encontros: acusações, provocações e discussão de temas como finanças públicas, segurança e corrupção.

Nos pouco mais de 50 minutos de programa, transmitido na noite desta quinta-feira pela RBS TV, o ex-prefeito de Caxias mostrou-se mais incisivo nos ataques a Tarso e focou em propostas, enquanto o atual governador do Estado abordou polêmicas envolvendo Sartori nas últimas semanas e pediu um voto de confiança.

Confira como foi o último debate entre Sartori e Tarso em seis momentos:

1. Peemedebista fala em caixa preta nas finanças

O último debate se iniciou com um tema recorrente na campanha: o controle das finanças públicas. Tarso questionou Sartori sobre quais despesas o peemedebista pretende cortar em um eventual governo, uma vez que os principais investimentos são destinados a saúde, educação e segurança.

O ex-prefeito de Caxias alegou não ter ainda conhecimento sobre a situação financeira do Estado e cobrou do petista resposta a um pedido de informação enviado pela Assembleia Legislativa sobre o destino dos valores dos depósitos judiciais, dos financiamentos e do caixa único.

– Até hoje, isso não foi respondido. Não é possível dizer qualquer coisa sobre isso porque existe uma caixa preta, que só será aberta, na medida em que, quando ganharmos, se fizer um levantamento de tudo – afirmou Sartori.

– Esses dados são públicos. Qualquer pessoa pode consultar, entrando no site da Secretaria da Fazenda, olhando os balanços que o governo apresenta – rebateu Tarso, que acusou o adversário de não responder a pergunta por ser adepto de uma política de arrocho salarial.

Sartori insistiu que as informações não estão disponíveis nos sites oficiais e citou afirmação do secretário da Fazenda, Odir Tonollier, de que o Estado poderá ter dificuldade de pagar a folha.

2. Adversários tentam agradar aos servidores

Em relação ao custo da folha de pagamento, Sartori perguntou a Tarso como ele trataria os servidores em um eventual segundo mandato. Tarso disse que, ao assumir, encontrou todos os setores do Estado em “arrocho salarial brutal”. Destacou que a folha não pode ser considerada um gasto público, mas um investimento no fator humano, e voltou a cobrar clareza do adversário nas propostas:

– Quando pergunto a Sartori o que ele vai cortar, ele nunca diz. Mas a visão do governo que ele sempre teve foi de um pesado arrocho sobre os servidores, o que levou a máquina pública à beira do sucateamento e agora estamos recuperando com salário digno. É uma crítica que faço ao método de governo do PMDB, partido de Sartori que governou com o PSDB.

O peemedebista aproveitou para se dirigir aos professores, pedindo desculpas por uma brincadeira feita por ele ao tratar do piso da categoria.

3. Petista acusa adversário de omitir suas propostas

Sartori deu sequência ao tema econômico em sua primeira pergunta, questionando por que o governador não buscou antes, em 12 anos de gestão do PT, a renegociação da dívida com a União.

– Proporcionei esta renegociação, que vai ser votada em novembro, que os governos do PMDB e do PSDB que me antecederam não tiveram coragem nem determinação para fazer – respondeu Tarso.

O petista afirmou que a divergência é quanto à solução para resolver o problema financeiro. O candidato à reeleição sustentou que é preciso sair da crise crescendo, proporcionando atração de investimento para o Estado, e classificou a proposta do peemedebista de “recessiva”.

Sartori afirmou que Tarso prometeu em 2002 que iria renegociar a dívida e não o fez, mesmo tendo sido ministro em diversas pastas do governo federal desde a primeira gestão de Lula. O ex-prefeito também acusou o petista de endividar o Estado “mais do que todos os outros governadores”.

– Continua atirando as coisas para o passado. A culpa sempre é dos outros. Tarso está sempre certo. E sabemos que as estradas estão mal, têm filas na saúde, a educação estagnou e a violência está crescendo – criticou Sartori.

Tarso disse que Sartori é “omisso” e não apresenta propostas para um eventual governo.

4. Rivais discutem repasses para saúde e hospitais

Tarso foi questionado por Sartori sobre saúde, um dos principais alvos de preocupação dos eleitores, segundo pesquisas de opinião.

O candidato à reeleição afirmou que não foi possível cumprir todo o programa no primeiro mandato porque depende de uma articulação dos municípios e do Estado com a União.

O governador disse que pretende complementar a construção das unidades de pronto atendimento (UPAs) e comparou investimentos do seu governo em hospitais filantrópicos (R$ 1,9 bilhão) com o governo anterior (R$ 416 milhões).

Na réplica, Sartori lembrou a construção de pronto-atendimento 24 horas quando era prefeito em Caxias do Sul, com recursos próprios, além da criação de programas sociais que diminuíram a mortalidade feminina e infantil. Tarso ressaltou a importância do Mais Médicos no RS.

5. Tarso destaca ações de combate à corrupção

Sartori questionou Tarso sobre corrupção, citando as manifestações de 2013, o mensalão, as denúncias de fraude em contratos da Petrobras e as recentes revelações sobre um suposto esquema de desvios em financiamentos do Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

– Na questão da corrupção aqui no RS, as notícias mais importantes não são recentes, são do governo passado – provocou Tarso, que em seguida citou a criação em seu governo do Departamento Geral de Controle e Combate à Corrupção (Degecor), premiado pela ONU.

Sartori ressaltou que a primeira medida para combater à corrupção é o planejamento e o controle sobre todos os gastos públicos e, na sequência, foi incisivo ao questionar o adversário:

– A Dilma fala que o PT ajudou a combater a corrupção. Gostaria de perguntar ao Tarso como é que ele sente vendo seus colegas e companheiros antigos do PT sendo denunciados e presos por desviarem dinheiro dos contribuintes – perguntou.

– Da mesma forma que o senhor, presumo, se sente quando vê os seus companheiros de partido sendo processados e condenados aqui no Rio Grande do Sul, desta feita no governo do Estado – rebateu o petista, que afirmou ter feito “o mais duro combate à corrupção no país” enquanto foi ministro da Justiça.

6. Sartori ressalta avanço da segurança em Caxias

Incitado por Tarso a opinar sobre o programa de policiamento comunitário, Sartori disse que o projeto é uma medida que sempre ajuda, mas logo tratou de criticar a situação da segurança no Estado.

– Ouvi uma notícia de que a criminalidade aumentou em 33%. O senhor e a senhora que estão nos vendo em casa sabem do que estou falando, sobre o medo e a insegurança.

Sartori citou a cidade em que foi prefeito por dois mandatos como exemplo. Caxias do Sul, conforme o peemedebista, foi o primeiro município gaúcho a receber o programa de policiamento comunitário.

Na réplica, o governador tratou de ressaltar conquistas do mandato na área da segurança pública. Disse que aumentou a elucidação de casos de homicídios e que está fazendo a desativação do Presídio Central de Porto Alegre:

– Estamos resolvendo uma chaga histórica.​

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

TARSO APOSTA EM LULA E NOS ÚLTIMOS DEBATES



ZH 20 de outubro de 2014 | N° 17958


ELEIÇÕES 2014 A ESTRATÉGIA FINAL


Adversário será cobrado por pedir cheque em branco ao não detalhar plano de governoNa última semana de campanha, o candidato Tarso Genro (PT) apostará na influência do ex-presidente Lula e aproveitará os debates finais para intensificar as críticas contra o que considera falta de propostas do adversário na corrida ao Palácio Piratini. A estratégia será elevar o tom das cobranças à postura de José Ivo Sartori (PMDB).

O presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, confirmou que Lula deverá participar de uma caminhada na quarta-feira, no centro de Porto Alegre..

Antes de obter o reforço de Lula, Tarso fará a derradeira incursão por outros municípios. Hoje e amanhã, visitará Sarandi, Passo Fundo, Carazinho, Santo Ângelo e Santa Rosa, na Metade Norte. Promoverá carreatas, caminhadas, encontros com prefeitos e líderes comunitários e reuniões com apoiadores do PDT e aliados.

No restante da semana, Tarso se concentrará na Região Metropolitana, onde Sartori levou vantagem no primeiro turno. Mas a vitrina para tentar reverter a eleição serão os debates. O último é o de quinta, na RBS TV. Com a avaliação de que o programa do PMDB é superficial, os petistas esperam questioná-lo sobre a ausência de posição em relação a temas essenciais.

– Queremos discutir as questões de programa de governo. Nosso adversário não tem apresentado nada. A população tem o direito de saber – diz Vanazzi.

DEPUTADOS ELEITOS FORAM MOBILIZADOS

O plano é insistir na tese de que Sartori, ao não expor suas propostas, deseja “um cheque em branco”. Integrantes do núcleo petista ressaltam, por exemplo, que o peemedebista sequer cita “meio ambiente” ou “esporte” na sua plataforma, e que só tem uma frase sobre a agricultura, dizendo que pretende fortalecê-la. Para o coordenador da campanha do PT, Carlos Pestana, a maior dificuldade é “desconstituir o vazio”, já que Sartori evita o confronto e apresenta ideias genéricas.

Como o primeiro turno foi marcado por surpresas – a derrocada de Ana Amélia e de Marina Silva, mais os erros das pesquisas de opinião –, os petistas torcem para que a maré vire desta vez a favor de Tarso. O discurso para tentar mobilizar a militância é de que tudo pode ser decidido nos últimos dias. Deputados eleitos foram convocados a liderar as campanhas em suas regiões. Material específico foi distribuído para as nove áreas em que o Estado foi mapeado.

DESCONSTRUÇÃO



ZH 20 de outubro de 2014 | N° 17958


PAULO BROSSARD




Desde os tempos de estudante até vestir a toga, participei da atividade política. Vi e senti duas ditaduras, uma guerra mundial, o restabelecimento da democracia e ainda agora o espetáculo das eleições. Ou porque os partidos extintos e refeitos ainda não preencheram sua real finalidade, ou por outra causa, personagens novos, sem voto ou responsabilidade partidária, ganharam importância na cena política, cuja contribuição não foi a desejável para aprimoramento do Estado democrático. Atuando no horário eleitoral, os denominados “marqueteiros”, hoje, ocupam o espaço dos antigos líderes partidários.

A propaganda política faz com que os candidatos compulsoriamente, pelo rádio ou pela TV, entrem nos lares das pessoas, para levar sua mensagem. Em tese isso seria benéfico, mas o mau uso está deturpando os bons propósitos.

Assim como Orwell profeticamente previra, uma nova língua tem surgido para mudar o sentido das palavras. Corrupção foi apelidada de “malfeito”. Eis que surge outra novidade, a “desconstrução”, consistente na repetição sistemática de falsidades contra determinado candidato, para reduzir sua aceitação junto ao eleitorado.

O candidato não usa o nobre espaço que lhe é dado para expor suas ideias ou difundir seus méritos, o tempo é usado para denegrir e injuriar o adversário, tudo feito com talento e arte dos tais propagandistas, que se envaidecem com o processo de “desconstrução”. O nome é original, mas a conduta é criminosa.

É um ultraje alguém entrar na sala de visitas de alguém, sem ser convidado, e lá estando postar-se a dizer inverdades e calúnias em relação a outrem. Nunca pensei que, passado tanto tempo, veríamos a democracia ser “desconstruída” de forma tão explícita e deprimente, nem que a política chegasse a esse ponto.

Mas há um dado que, com desconstrução ou sem ela, enche o plenário atual da nação. É a escolha do presidente da República. Entre os dois mais votados no primeiro turno, um deverá ser escolhido. Aécio Neves ou Dilma Rousseff, que pleiteia a reeleição (pois, por indicação do presidente Luiz Inácio, veio a ser eleita presidente do país). Ambos são definitivos e inalteráveis, salvo em caso de morte ou renúncia. Em tais termos, a este cenário assaz restrito, a escolha do presidente está enterreirada.

Ainda neste mês, no domingo, 26, os brasileiros darão o voto decisivo e irrevogável. Espero que o escolhido esteja à altura dos vastos encargos a enfrentar.

Jurista, ministro aposentado do STF

TARDE DEMAIS, SENHORES MINISTROS



ZERO HORA 20 de outubro de 2014 | N° 17958


POLÍTICA + | Rosane de Oliveira

Com Juliano Rodrigues



Agora que a campanha eleitoral está se aproximando do final, o Tribunal Superior Eleitoral resolveu exigir respeito dos candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves. A decisão chega tarde: a eleição é no próximo domingo e, mesmo que cada propaganda agressiva seja retirada do ar, ela já cumpriu seu papel de desqualificar o adversário.

O debate do SBT, que ultrapassou todos os limites em matéria de agressividade, fez o presidente do TSE, Dias Toffoli, rever a posição passiva adotada até então. A campanha de cada candidato editou o debate de forma a mostrar as fraquezas do oponente. O TSE não gostou, e vários comerciais dos dois candidatos foram proibidos nos últimos três dias. Agora, Dilma não pode insinuar que Aécio estava bêbado ou drogado quando se recusou a soprar o bafômetro numa blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. Aécio não pode dizer que o irmão de Dilma, Igor Rousseff, foi contratado pela prefeitura de Belo Horizonte, mas nunca apareceu para trabalhar.

O TSE pode arbitrar o que é aceitável ou não na propaganda, mas não tem como impedir que nos debates os candidatos se ataquem. Dilma e Aécio têm falado mais de passado do que de futuro.

É evidente que Aécio vai continuar falando da Petrobras, porque sabe que os desvios denunciados por Paulo Roberto Costa desgastam Dilma, embora possam respingar no PSDB por conta de um suposto pagamento de propina a Sérgio Guerra, que não está aqui para se defender. Também é evidente que Dilma vai lembrar os escândalos da época do governo Fernando Henrique Cardoso, como compra de votos para a reeleição, Sivam e Pasta Rosa, Alstom e mensalão tucano, casos em que ninguém foi punido.

O risco que Aécio e Dilma correm ao persistir na política do ataque é o de ampliar a aversão dos eleitores à política, com o aumento da abstenção e dos votos brancos e nulos. No primeiro turno, 38,7 milhões de eleitores não escolheram candidato.


DE OLHO NO RIO GRANDE




Empatado com a presidente Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul, segundo as pesquisas, Aécio Neves incluiu o Estado na agenda do final de campanha para tentar repetir as vitórias dos candidatos tucanos no segundo turno de 2006 e 2010.

Dilma fez 113.860 votos a mais do que Aécio no Estado. Em Porto Alegre, o tucano ganhou da presidente por 15.288 votos.

Aliado a Ana Amélia Lemos, Aécio fez 1,3 milhão de votos a mais do que a senadora no Rio Grande do Sul no primeiro turno. No segundo, ganhou o apoio de José Ivo Sartori e do senador eleito Lasier Martins, do PDT.

Seguindo a orientação do partido, Lasier não gravou propaganda para Aécio nem participou do ato político que lotou a quadra da Escola de Samba Império da Zona Norte, mas teve um encontro reservado de 10 minutos com o candidato.

De acordo com o relato de Lasier, Aécio se comprometeu com a mudança no indexador da dívida dos Estados, como prevê o projeto que está no Senado, e admitiu estudar a redução da parcela paga mensalmente, de 13% para 11% da receita líquida. No encontro com Sartori, Aécio também acenou com a renegociação da dívida.

Resultados frustram PP

O PP só vai fazer o balanço da eleição depois do segundo turno, mas uma comparação dos números de 2014 com os de 2010 mostra que a candidatura própria ao governo do Estado não foi um grande negócio.

Em 2010, o PP apoiou Yeda Crusius (PSDB) e a coligação fez 1.317.848 votos para deputado federal. Elegeu seis do PP e um do PSDB. Neste ano, a aliança PP-PSDB-PRB fez 46.099 votos a mais e elegeu os mesmos sete deputados (cinco do PP, um do PSDB e um do PRB).

A legenda do PP fez 49.541 votos em 2010 e 55.539 neste ano com toda a badalação do número 11 na campanha majoritária.

A META DO PP ERA AUMENTAR A BANCADA ESTADUAL DE SETE PARA 10 DEPUTADOS E A FEDERAL DE SEIS PARA SETE.

Menos votos no número 11

Na eleição para deputado estadual, o PP teve 13.378 votos a menos na legenda neste ano do que em 2010, quando Ana Amélia Lemos disputou uma cadeira no Senado e venceu.

Em 2010, os votos nos candidatos do PP somaram 785.486. Neste ano, 830.495.

O partido elegeu os mesmos sete deputados de 2010, mas passou a ser a quarta força na Assembleia, perdendo para o PT, o PMDB e o PDT.

Único deputado federal eleito pelo PSDB no Rio Grande do Sul, Nelson Marchezan é o tucano gaúcho mais próximo de Aécio Neves, mas não deve integrar o ministério se o senador for eleito. O primeiro suplente na coligação da qual o PSDB participa é José Otávio Germano, do PP.

PONTO DE VISTA

Eleito deputado federal, Pompeo de Mattos avalia que, apesar da votação inexpressiva de Vieira da Cunha, o PDT “foi o grande vencedor do primeiro turno”.

Os argumentos de Pompeo: manteve a bancada federal, com três deputados eleitos; ampliou a representação na Assembleia pela primeira vez desde 1990, passando de sete para oito deputados estaduais, e, pela primeira vez na sua história, elegeu um senador (Lasier Martins).

Só no blog

Com razão, leitores de ZH e ouvintes da Rádio Gaúcha me escrevem questionando o uso de um trecho de comentário meu na propaganda eleitoral de Tarso Genro. Esclareço que não autorizei o uso do meu nome na propaganda de quem quer que seja.

Leia nota de esclarecimento completa em www.zerohora.com/blogdarosane.

SARTORI DEVE DETALHAR PROPOSTAS PARA SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO




ZERO HORA 20 de outubro de 2014 | N° 17958

ELEIÇÕES 2014. A ESTRATÉGIA FINAL

Sartori deve adotar postura mais ofensiva


Foco da semana será detalhar as propostas em áreas como saúde, segurança e educação. Mobilizações em grandes cidades do Interior e da Região Metropolitana, detalhamento de propostas nas propagandas de TV e rádio e apresentação de lista com promessas de campanha feitas em 2010 por Tarso Genro e descumpridas ao longo do mandato.

Essa é a estratégia de José Ivo Sartori (PMDB) para manter a dianteira na disputa eleitoral e conquistar o mandato de governador no próximo domingo.

A equipe do candidato peemedebista abrirá a última semana de campanha reagindo de forma mais enérgica aos ataques do PT. O entendimento é de que Tarso também deve ser pressionado e ter sua estratégia confrontada. A primeira providência é detalhar mais na propaganda eleitoral as propostas de Sartori, com foco em cinco eixos: saúde, educação, segurança, infraestrutura e renegociação da dívida.

O marqueteiro da campanha, Marcos Martinelli, diz que a intenção é entrar no detalhe:

– Primeiro, Tarso disse que Sartori não tinha plano de governo. Depois, ele passou a criticar o plano de governo. Ou seja, já admitiu que existe. Agora, ele está copiando as propostas do Sartori, como a ideia de alongar a dívida com a União e diminuir o valor das parcelas para sobrar mais dinheiro para investimento.

CANDIDATO COBRARÁ MAIS DE 40 PROMESSAS

A ideia é rotular Tarso como o candidato das promessas descumpridas. Martinelli assegura que são mais de 40 propostas apresentadas em 2010 e negligenciadas ao longo do mandato.

Na TV, serão exibidos novos depoimentos, já gravados, de Aécio Neves e Marina Silva.

As agendas de campanha serão focadas nas grandes cidades. Hoje Sartori vai a Caxias e amanhã fará um intensivo na Zona Sul e Fronteira Oeste. Os peemedebistas consideram fundamental afirmar compromissos com a Zona Sul porque, segundo eles, a campanha de Tarso estaria “espalhando boatos de que o PMDB abandonará a região”. Ainda amanhã, um dos maiores atos da campanha ocorrerá a partir das 18h, com uma caminhada entre a Praça Argentina e o Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. O comitê pluripartidário definiu que fará campanha reforçada em bairros populares, onde ele perdeu no primeiro turno. Entre eles, Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Rubem Berta e Restinga.

SARTORI CRITICA DESCUMPRIMENTO DE PROMESSAS E TARSO COBRA PROPOSTAS

ZH  19/10/2014

Candidatos repetiram, na Record, as estratégias de embates anteriores



Candidatos fizeram o quinto debate do segundo turno Foto: Diego Vara / Agencia RBS

O debate entre os candidatos ao governo do Estado que disputam o segundo turno na noite deste domingo, na Rede Record, foi marcado pela cobrança. Tarso Genro (PT) exigiu propostas do adversário, enquanto José Ivo Sartori (PMDB) lembrou as promessas de 2010 ainda não cumpridas pelo oponente.

1º bloco

No primeiro bloco, os candidatos tiveram um minuto para saudar os telespectadores e depois responderam uma pergunta feita pelo mediador, André Haar.

O primeiro foi Tarso, que destacou avanços do Rio Grande do Sul em questões de emprego e renda durante seu mandato. Sartori agradeceu a população que lhe colocou no segundo turno e disse se apresentar ao debate para discutir propostas para "um novo jeito de governar, plural e democrático".

A pergunta dirigida pelo mediador aos dois candidatos foi por que não votariam um no outro. Tarso disse que seu oponente representa um projeto diferente do PT, que tem uma visão participativa, com mecanismos de consulta popular. Sartori disse que não votaria em Tarso porque "a sociedade está pedindo mudança".

A quebra de protocolo do debate ficou por conta de uma mosca que entrou no estúdio. Um funcionário matou o inseto com uma toalha, causando risadas entre o público presente no estúdio, que aplaudiu a iniciativa.

Num dos intervalos, uma mosca descontraiu candidatos e assessores
Foto: Diego Vara



2º bloco

No segundo bloco, os candidatos fizeram quatro perguntas entre si.

O primeiro a perguntar foi Sartori, que questionou Tarso sobre a dívida pública do Estado. Tarso disse o projeto de renegociação em discussão no Congresso baixará em R$ 15 bilhões a dívida do Rio Grande do Sul, o que tornou possível fazer mais investimentos. Concluiu dizendo que a dívida atual foi herança do PMDB e que Sartori apoiou os termos de renegociação do governo Britto como líder do partido na Assembleia. Sartori disse que a arrecadação do Estado foi muito maior no governo Tarso, mas mesmo assim a dívida continua alta.

– Está provado que endividamento sobre endividamento não dá sustentação para o Estado investir – disse Sartori.

Ao responder o petista, Sartori disse vai dar continuidade ao programa Saúde da Família. Tarso falou que o oponente apenas "diz que vai dar continuidade a programas, mas não diz como vai fazer" e afirmou que o programa de Saúde da Família prometido por Sartori tem um custo impraticável.

Como em outros debates, disse que o oponente não responde a suas perguntas:

– Parece que sequer leu o seu programa de governo.

Sartori respondeu:

– Tarso sempre vem com alguma coisa do plano de governo para fazer uma pegadinha.

A outra pergunta de Sartori a Tarso foi sobre segurança. Citou baixos salários dos servidores e a situação do Presídio Central. O governador mencionou programas como a Patrulha Maria da Penha, o crescimento na apreensão de drogas pela polícia e o aumento na taxa de elucidação de homicídios. Sartori disse que é preciso cobrar do governo federal mais investimentos em segurança e prometeu policiamento comunitário e valorização dos servidores.

Na pergunta seguinte, Tarso retomou a deixa que o adversário havia deixado na questão sobre saúde:

– O senhor acha que é pegadinha fazer pergunta sobre o programa de governo. Pode fazer sobre o meu. Pegadinha não é.

Tarso disse que não encontrou a política para mulheres do oponente. Sartori respondeu que as políticas para mulheres estão em melhores programas de saúde, emprego e segurança e que daria continuidade a políticas como a Patrulha Maria da Penha. Na réplica, Tarso disse que Sartori desconhece a estrutura do governo e que não sabe da existência de uma secretaria da mulher, e voltou a alfinetar o adversário:

– Se é para dizer que vai dar continuidade a tudo que está se fazendo, não precisa debate, é só assinar embaixo do nosso programa.

Sartori disse que muitas políticas do governo Tarso não foram executadas adequadamente.

Sartori perguntou sobre a regionalização da saúde. Tarso disse que o programa Mais Médicos foi ampliado no Estado, assim como as equipes de saúde da família, e falou sobre investimentos em hospitais públicos e filantrópicos, que receberam três vezes mais recursos que no governo anterior, citou a construção de novos hospitais e disse que em breve o RS será o Estado com maior número de leitos públicos por habitante.

Tarso perguntou que projetos Sartori tem para a metade sul do Estado. O peemedebista disse que a região passa por uma mudança bastante grande e recupera que a primeira mudança no Porto de Rio Grande aconteceu no governo Brito, que havia atraído investimentos de empresas para lá:

– Mas depois o PT rejeitou esses investimentos – ponderou.

Além do porto, Sartori falou também da importância do agronegócio na região. Tarso destacou o apoio que os governos do PT na esfera federal deram ao Porto e, novamente, alfinetou o oponente, que apoia o PSDB para a presidência:

– Aécio não conhece o Rio Grande do Sul e não dá a mínima bola para o Rio Grande do Sul.

Na última pergunta do segundo bloco a seu adversário, o peemedebista abordou a situação das estradas. Tarso atribuiu as más condições das rodovias às concessões feitas nos governos anteriores, que tinham manutenção "muito superficial". Citou investimentos do governo federal no Estado em obras como a BR-448.

A última pergunta de Tarso foi sobre propostas para a área do esporte. O governador disse que o programa do Sartori não tem uma linha sobre esportes e lembra que no seu governo foi criada a Secretaria de Esportes. Sartori disse que é necessário começar pelos jogos escolares, por meio de um trabalho em conjunto com as prefeituras, e que era necessário pensar em alternativas para a terceira idade também, como forma de convivência.



3º bloco

No terceiro bloco, cada candidato respondeu a três perguntas feitas por jornalistas do Grupo Record. Após, o outro candidato podia comentar a resposta do adversário.

A primeira questão foi da TV Record para Sartori, sobre segurança. O candidato do PMDB disse que pretende colocar mais policiais nas ruas e voltou a citar a valorização dos servidores. Disse que teve oportunidade de ir a Israel e conhecer o sistema de monitoramento daquele país. Citou o policiamento comunitário implantado em Caxias do Sul, quando era prefeito. Tarso disse que foram feitas melhorias no seu governo, como o aumento da elucidação dos homicídios e mencionou a desativação do Central.

Tarso também foi questionado sobre segurança. Disse que a situação do Rio Grande do Sul não está boa, mas está melhor do que em outros Estados, como Santa Catarina e Paraná. Repetiu que houve avanços e desafiou a perguntar para a Polícia Civil e a Brigada Militar o que eles pensam do tratamento técnico e da política salarial do seu governo em relação aos anteriores. Sartori refutou a comparação com outros Estados.

A segunda pergunta foi da Rádio Guaíba. Juremir Machado questionou o posicionamento da propaganda de Sartori, "meu partido é o Rio Grande", pergunta se não seria propaganda enganosa evitar se posicionar. O ex-prefeito de Caxias defendeu que seu estilo de fazer política, desde o grêmio estudantil, tem base no convívio e na participação, e acredita que é possível agregar.

Tarso disse que o oponente não quer falar do passado e também não é claro sobre o futuro. Afirmou que o passado o condena, porque nos governos do PMDB o Estado foi mal nas questões sociais e no emprego:

– É por isso que ele não se compromete.

Para Tarso, Juremir perguntou sobre o piso do magistério. O petista assinou o projeto quando era Ministro da Educação e prometeu pagar o piso quando se tornou governador. Tarso explicou a dificuldade do Estado em pagar o piso com base no Fundeb e disse que foi concedido o maior aumento da história do magistério no seu governo. Sartori destacou que esta é mais uma promessa não cumprida pelo PT.

A terceira a perguntar foi a jornalista Taline Oppitz, do Correio do Povo. Ela questionou a Sartori se ele se sente constrangido de defender outros governos do PMDB. O peemedebista disse que são épocas diferentes. Falou que, quando Tarso assumiu o governo, ele disse que conversava com todos os partidos, menos com o PMDB, e que não entende esse rancor do adversário com seu partido. Citou ainda que o PT está junto com o PMDB no governo federal. Tarso disse que não tem raiva do PMDB, que inclusive teve secretários do partido em seu governo.

– Quem tem raiva do PMDB, pelo visto é o senhor, que não apoia o candidato do seu partido à Presidência – retrucou Tarso.

Ao questionar Tarso, Taline lembrou que, em encontro com jornalistas, ele disse que não haveria outra possibilidade de renegociação da dívida em 1998, no governo Britto, medida que tem sido criticada durante a campanha. Tarso disse que o PMDB aceitou passivamente a Lei Kandir, que, segundo ele, prejudica o Estado, e que, na verdade, aquela política foi a única permitida por Fernando Henrique. Lembrou que o governador de Minas Gerais tentou resistir, mas não teve apoio do Rio Grande do Sul.

4º bloco

O último bloco foi destinado às considerações finais dos candidatos.

Tarso agradeceu os votos no primeiro turno e voltou a reforçar que tem um "programa de governo concreto".

Sartori lembrou que os gaúchos ajudaram a construir outros Estados e disse que agora "chegou a hora de olhar para nós mesmos".

O próximo debate ocorre na quarta-feira, na Rádio Guaíba.

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